Além do Bendegó, que se encontra na entrada do Museu Nacional, no Rio, e escapou do incêndio ocorrido em 2 de setembro de 2018, que destruiu todo interior do prédio, outro meteorito se encontra no local: o Angrito, encontrado em janeiro de 1869, em frente à Igreja do Bonfim, na Praia Grande, em Angra dos Reis. O prefeito da cidade, Fernando Jordão, anunciou em suas redes sociais, que irá pegar de volta a peça.
Segundo o chefe do Executivo, o meteorito ficará em exposição no Mirante da Praia das Gordas.
“Foi considerado um dos meteoros mais puros que caiu na terra. Vai fazer históira para o turista, morador e alunos das escolas”, contou Jordão.
Nos próximos dias, a prefeitura fará o pedido ao Museu Nacional para que o meterorito seja levado ao local.
História:
A queda do Angrito foi testemunhada pelo médico Joaquim Carlos Travassos. Ele passava num bote quando avistou o meteorito caindo no mar e pediu para dois escravos que estavam com ele, mergulhassem e estes encontraram duas pedras. Dois fragmentos a cerca de 2 metros de profundidade, um dos quais foi doado ao Museu Nacional.
O meteorito deu nome a um novo grupo de meteoritos, os Angritos, considerados as rochas mais antigas do sistema solar. Este meteorito é um dos mais cobiçados entre pesquisadores e colecionadores. Em 1997, o fragmento chegou a ser furtado por um “dealer” (comerciante de meteoritos) e felizmente foi recuperado no aeroporto durante a tentativa de embarque para os Estados Unidos.
Pelo encaixe dos fragmentos é possível afirmar que faltaria uma terceira que não foi encontrada até hoje. Para os pesquisadores existe a possibilidade de haver outras, pois os meteoritos quando caem explodem na atmosfera gerando diversos fragmentos que se dispersam ao longo de uma elipse de dispersão.