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Ilha Grande registra protestos após início da taxa de turismo sustentável

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A implantação da Taxa de Turismo Sustentável (TTS) na Ilha Grande, em Angra dos Reis, teve início marcado por protestos, bloqueios marítimos e atos de vandalismo na Vila do Abraão. A cobrança, que passou a valer nesta semana, provocou reações de moradores, empresários do setor turístico e trabalhadores da região, que questionam a medida adotada pela Prefeitura de Angra dos Reis.

Na madrugada do primeiro dia de vigência da taxa, dois homens encapuzados incendiaram os totens de autoatendimento e as catracas instaladas no cais da Vila do Abraão. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação, que aconteceu por volta das 3h. Os suspeitos também teriam quebrado os vidros da estação de recepção antes de atear fogo aos equipamentos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas. Não houve feridos.

Ao longo da manhã, moradores, comerciantes e representantes dos setores hoteleiro e náutico promoveram manifestações contra a cobrança. No mar, embarcações formaram um cordão de isolamento que impediu temporariamente a atracação e a saída dos flexboats, utilizados no transporte de passageiros entre o continente e a ilha.

Em terra, manifestantes se concentraram no cais principal da Vila do Abraão com faixas e cartazes criticando a administração municipal. A mobilização provocou filas e dificuldades operacionais no desembarque de turistas durante parte do dia.

Imagem redes sociais

Entre as principais críticas apresentadas pelos manifestantes está a falta de investimentos em infraestrutura antes da implantação da taxa. Representantes do setor turístico argumentam que a ilha ainda enfrenta problemas históricos, como deficiências no saneamento básico e pontos de esgoto a céu aberto, especialmente na Vila do Abraão.

Outro ponto de contestação é o possível impacto econômico da medida. Moradores e empresários temem que a cobrança afaste visitantes, reduza a ocupação das pousadas e afete diretamente o comércio local, cuja economia depende fortemente do turismo.

Também há questionamentos sobre a destinação dos recursos arrecadados. Os opositores defendem que os valores deveriam ser administrados por um fundo específico voltado exclusivamente para investimentos ambientais e estruturais na Ilha Grande, e não incorporados ao caixa geral do município.

A Taxa de Turismo Sustentável foi implementada por meio do sistema Viva Angra. O valor inicial estabelecido é de R$ 50 por visitante, com validade de 30 dias para circulação entre o continente e as ilhas do município. Estão isentos da cobrança moradores cadastrados, trabalhadores permanentes e temporários devidamente identificados, crianças de até 12 anos e idosos com mais de 60 anos.

a Prefeitura de Angra dos Reis informou que os totens do programa Viva Angra, instalados na Vila do Abraão, na Ilha Grande, foram alvo de um incêndio criminoso na madrugada desta segunda-feira (1º), data marcada para o início da operação do sistema. Segundo o município, as investigações já foram iniciadas e contam com a atuação das forças de segurança para identificar e responsabilizar os envolvidos.

A administração municipal ressaltou que a destruição de equipamentos públicos configura crime e causa prejuízos à coletividade. A prefeitura também defendeu o programa Viva Angra, classificando a iniciativa como uma ferramenta importante para promover o turismo responsável, conciliando sustentabilidade ambiental e geração de recursos para investimentos no desenvolvimento da região.

Ainda de acordo com a nota, o município seguirá atuando para fortalecer a fiscalização, a segurança e a gestão dos recursos naturais de Angra dos Reis, considerados patrimônio público da população.

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