A Prefeitura de Angra dos Reis e o Instituto Municipal do Ambiente de Angra dos Reis (Imaar) realizam, na próxima quinta-feira (6), a primeira oficina participativa para a construção do Plano Local de Ação Climática (PLAC). O encontro acontece das 14h às 18h, no auditório da Defesa Civil, localizado na Avenida Almirante Júlio César de Noronha, nº 271, no bairro São Bento.
A oficina reunirá representantes do poder público, organizações da sociedade civil e moradores para discutir os principais desafios relacionados às mudanças climáticas no município. As contribuições servirão de base para o diagnóstico que orientará a elaboração do plano.
A participação é gratuita e aberta ao público. Os interessados podem se inscrever previamente.
O Plano Local de Ação Climática conta com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e é desenvolvido em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. A iniciativa busca definir estratégias de adaptação e mitigação dos impactos das mudanças climáticas, considerando as características e necessidades de cada município.
Ao longo de agosto, oficinas semelhantes serão realizadas em diversas cidades fluminenses para subsidiar a elaboração dos planos municipais de ação climática, fortalecendo o planejamento de medidas de curto, médio e longo prazo.
Histórico reforça necessidade de planejamento
Angra dos Reis está entre os municípios mais vulneráveis aos eventos climáticos extremos no estado. Em 2022, a cidade registrou o maior volume de chuva de sua história, com acumulados superiores a 800 milímetros em apenas 48 horas em alguns pontos, provocando deslizamentos de terra, alagamentos e grandes prejuízos.
A Ilha Grande, um dos principais destinos turísticos do município e reconhecida como Patrimônio Mundial Misto pela Unesco, também foi fortemente impactada. A Praia de Itaguaçu, conhecida por sua beleza natural, teve parte de sua faixa de areia soterrada por toneladas de terra e detritos após os temporais.
Segundo a Prefeitura, o Plano Local de Ação Climática será um instrumento estratégico para aumentar a resiliência do município diante dos efeitos das mudanças climáticas e orientar políticas públicas voltadas à proteção da população e do patrimônio ambiental.




