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Polícia prende suspeito de roubo e mãe é flagrada guardando drogas em casa em Angra

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Uma ação conjunta de policiais civis da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, lotados na 166ª Delegacia de Polícia, e de militares da P2 do 33º Batalhão de Polícia Militar resultou na prisão de um suspeito de participação em um roubo a residência em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio.

De acordo com as investigações, durante a madrugada do dia 12 de março de 2026, dois criminosos invadiram uma casa pulando o muro do imóvel. Armados, eles renderam um casal e exigiram dinheiro. Como não havia quantia em espécie, os assaltantes obrigaram as vítimas a desbloquear os celulares e realizaram transferências bancárias para contas de terceiros. Após as transações, o casal foi amarrado e o carro da família foi levado. A ação criminosa durou cerca de quatro horas e meia, entre 1h30 e 6h.

Assim que tomaram conhecimento do caso, as equipes acionaram os protocolos da Operação Escudo, iniciativa voltada ao combate de crimes patrimoniais no município. A integração entre as equipes da delegacia e do batalhão, com uso de bancos de dados e trabalho de inteligência, permitiu avançar rapidamente nas investigações.

Durante os depoimentos, as vítimas relataram que os criminosos usavam casacos com capuz e mantinham os rostos cobertos. No entanto, um deles estava descalço e apresentava uma característica marcante: a unha do dedão do pé rachada. A informação possibilitou a identificação do suspeito Kauan Leôncio Soares, apontado como o homem que portava a arma.

Policiais da 166ª DP e da P2 do 33º BPM localizaram o suspeito em diligências no município. Ao perceber a presença da polícia, ele tentou fugir para dentro de uma residência, mas acabou sendo alcançado e abordado. Os agentes constataram que ele apresentava a mesma característica física descrita pelas vítimas.

Divulgação PCERJ

Na casa, que pertence à mãe do suspeito, Silvana Leôncio Castilho, os policiais encontraram uma quantidade de drogas e diversas cestas básicas. Segundo ela, o material pertenceria ao tráfico local e estaria apenas guardado no imóvel.

Diante das evidências, Kauan confessou a participação no crime e afirmou que agiu com um comparsa conhecido pelo apelido de “Pimenta”, que teria conhecido na prisão e seria morador da capital fluminense. Segundo o relato, ele monitorou as vítimas por cerca de uma semana antes de cometer o roubo. O suspeito também afirmou que as contas usadas para as transferências foram providenciadas pelo comparsa e que, durante o assalto, outros criminosos orientaram o grupo por chamada de vídeo sobre como realizar empréstimos e transferências pelos celulares das vítimas.

Kauan ainda indicou aos policiais o local onde havia escondido o carro roubado, que foi recuperado e encaminhado para perícia papiloscópica.

Paralelamente, equipes de inteligência seguem investigando o destino do dinheiro transferido durante o crime. Alguns beneficiários das contas já foram identificados e seriam moradores da Rio de Janeiro. Eles deverão ser responsabilizados em uma segunda etapa das ações vinculadas aos protocolos da Operação Escudo.

Delegado Roberto Ramos fala da operação

Divulgação PCERJ
Operação integrada entre as unidades de polícia civíl e militar / Divulgação
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