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Comunidades das baías fluminenses se reúnem em Angra pelo turismo sustentável

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Tem início nesta terça-feira (9), na Vila do Abraão, em Ilha Grande, Angra dos Reis, o 1º Workshop de Turismo de Base Comunitária Do Mangue ao Mar. O encontro reúne lideranças comunitárias, pesquisadores, representantes de instituições e moradores de comunidades tradicionais das baías de Sepetiba, Ilha Grande e Guanabara para discutir desafios e construir soluções voltadas ao fortalecimento do turismo comunitário no estado do Rio de Janeiro.

Promovido pelo projeto Do Mangue ao Mar, realizado pela ONG Guardiões do Mar em convênio com a Transpetro, o evento acontece até sexta-feira (12) na Casa de Cultura Constantino Cokotós e tem como foco o intercâmbio de experiências, a criação de redes colaborativas e a valorização dos territórios tradicionais.

A programação de abertura acontece nesta tarde, das 15h às 19h, com credenciamento, mesa de abertura, encontros entre participantes, vivências e atividades culturais.

Ao longo dos quatro dias, serão debatidos temas como os impactos das mudanças climáticas sobre os modos de vida tradicionais, os desafios impostos pelo turismo de massa, a relação entre identidade cultural e etnoturismo, além de estratégias para fortalecer a governança comunitária e ampliar a geração de renda nos territórios.

Foto: Rodrigo Campanário

Segundo o presidente da ONG Guardiões do Mar e coordenador do projeto Do Mangue ao Mar, Pedro Belga, o encontro representa uma oportunidade de aproximação entre comunidades que compartilham desafios semelhantes.

“Ao reunir comunidades de diferentes baías fluminenses, o workshop cria um ambiente potente de troca de experiências e construção conjunta. É uma oportunidade de conectar saberes locais, apoio técnico e novas possibilidades de cooperação”, destaca.

A expectativa dos organizadores é que as discussões resultem em propostas concretas para o fortalecimento do turismo de base comunitária, incluindo a elaboração de uma carta coletiva com demandas e compromissos construídos pelos participantes.

Para Karen Loami, assessora de Turismo de Base Comunitária do projeto, o encontro busca fortalecer a autonomia das comunidades e ampliar a visibilidade das experiências desenvolvidas nos territórios.

“O turismo de base comunitária só faz sentido quando nasce do território e respeita o tempo, a cultura e os interesses de quem vive nele. Este encontro foi pensado para fortalecer redes, visibilizar experiências e criar condições concretas para que as comunidades avancem com autonomia”, afirma.

Foto: Rodrigo Campanário

O workshop também evidencia o trabalho desenvolvido pelo projeto Do Mangue ao Mar nas baías de Sepetiba, Ilha Grande e Guanabara, onde pescadores artesanais, agricultores familiares, caiçaras, catadores de caranguejo, grupos de mulheres e comunidades quilombolas participam de ações de formação, intercâmbio e fortalecimento das atividades turísticas locais.

A programação prossegue até quinta-feira (12), com mesas temáticas, rodas de conversa, atividades colaborativas e vivências territoriais voltadas à construção de estratégias para consolidar o turismo de base comunitária como ferramenta de geração de renda, preservação cultural e desenvolvimento sustentável nas comunidades costeiras fluminenses.

Foto: Rodrigo Campanário
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