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São Paulo recruta adolescentes para testes da primeira vacina contra chikungunya

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Adolescentes entre 12 e 17 anos de idade estão sendo recrutados pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, para testes da primeira vacina contra a chikungunya.

Em testes realizados, com cerca de 4.115 adultos, nos Estados Unidos, o imunizante se provou seguro e eficiente. No momento a vacina está em fase final de aprovação no órgão regulador norte-americano.

750 adolescentes estão sendo recrutados em dez centros de pesquisa, para estudo administrado pelo Instituto Butantan,

No estado de São Paulo, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas é o responsável pelos testes. Os testes já começaram a ser feitos em uma parcela dos adolescentes participantes, no início de 2022.

“A vacina é segura, e é uma dose única. Ela é muito importante porque ela combate uma doença que pode ter manifestações sistêmicas, como febre, muita dor no corpo, dor nas juntas, e casos mais graves, no caso de encefalite e até óbito. A vacina se mostrou segura nos adultos e, até o momento, nos adolescentes vacinados no Brasil, tem se mostrado segura”, explica a infectologista e pesquisadora do Instituto de Infectologia Emílio Ribas Ana Paula Veiga, coordenadora principal dos testes em São Paulo.

“Nós temos bastante experiência, fizemos parte do estudo da vacina CoronaVac, junto ao Butantan, tivemos vários voluntários, então é uma equipe bastante experiente em relação à pesquisa clínica, que vai dar suporte para o voluntário e para sua família”, conclui.

Quem estiver interessado em participar da pesquisa deve se cadastrar no formulário do instituto. Também é possível entrar diretamente em contato com o Centro de Pesquisa pelo número (11) 91026-6996 (WhatsApp) ou pelo telefone (11) 3896-1302. As informações sobre a vacina estão disponíveis no site do estudo do Butantan.

Pelos testes estarem sendo feitos em menores de idade, é necessária a autorização dos pais ou responsáveis legais para participar.

Na primeira visita presencial, o adolescente e o responsável terão que assinar um termo de consentimento, documento que traz todas as regras do estudo.

Na primeira etapa, também são feitas consultas médicas e exames laboratoriais para se constatar que o voluntário está apto a participar do estudo.

Nas próximas etapas seguintes, o voluntário irá receber a dose da vacina, que poder ser imunizante ou placebo. O jovem passará a ser monitorado pela equipe da Unidade de Pesquisa especialmente por meio de visitas presenciais à unidade e por conversas pelo WhatsApp.

Um médico participante do estudo estará disponível 24 horas por dia, por telefone, para tirar dúvidas ou apoiar com atendimentos de qualquer eventual emergência. Caso o participante apresente algum evento adverso, ele poderá receber atendimento no Emílio Ribas.

*estagiária sob supervisão de Lucas Nunes

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