Dois homens e uma mulher foram detidos na manhã do último sábado (4) após serem flagrados acampando de forma irregular em uma área de preservação ambiental na Ilha do Morcego, em Angra dos Reis. A ocorrência teve início após denúncias de moradores, que alertaram sobre a presença de pessoas instaladas no local, levando à mobilização de agentes ambientais.
A ação de fiscalização foi realizada por equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com apoio da 4ª Unidade de Policiamento Ambiental (Upam). No local, os agentes encontraram o trio acampado em uma área onde a permanência é proibida, devido à necessidade de preservação ambiental.
Durante a abordagem, foram apreendidos materiais utilizados no acampamento, como redes de dormir, fogareiro, panelas e um botijão de gás.
Os três envolvidos foram encaminhados para os procedimentos legais, e o caso segue em apuração. De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, a ocupação ou intervenção irregular em áreas protegidas pode resultar em responsabilização criminal, com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa, conforme o enquadramento da infração.

Ilha do Morcego
Localizada na Enseada de Abraão, em Ilha Grande, a Praia do Morcego é uma das menos visitadas da região, principalmente pela ausência de trilhas de acesso. A área integra a APA de Tamoios e reúne vegetação preservada de Mata Atlântica, costões rochosos e rica biodiversidade marinha. No local está a histórica Casa do Morcego, construída em 1629 — atribuída, segundo lendas, ao pirata espanhol Juan Lorenzo — considerada uma das primeiras edificações em alvenaria do país e tombada pelo IPHAN em 1942. A residência foi posteriormente ocupada pelo cineasta e escritor Mário Peixoto, que tentou transformá-la em museu. Ainda hoje, o espaço guarda canhões antigos, mobiliário e objetos de arte sacra. O acesso à área é controlado para garantir a preservação ambiental.




