A visita de parlamentares às obras da usina nuclear Angra 3, na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, reacendeu a cobrança por uma decisão do governo federal sobre o futuro do projeto. Paralisada mesmo com cerca de 63% das obras concluídas, a usina já consumiu bilhões de reais ao longo dos anos e ainda não tem definição sobre sua retomada.
A comitiva, liderada pelo deputado Júlio Lopes, presidente da Frente Parlamentar de Energia Nuclear, esteve no local na última sexta-feira (10) para reforçar a urgência de uma solução. Segundo o parlamentar, boa parte da estrutura já está pronta, incluindo equipamentos adquiridos, faltando principalmente a instalação de sistemas digitais.
Com capacidade estimada de 1.400 megawatts, a usina pode ampliar a oferta de energia no estado do Rio de Janeiro e atender milhões de consumidores.
O impasse envolve os altos custos tanto para concluir quanto para abandonar a obra. A estimativa é de cerca de R$ 24 bilhões para finalizar o projeto, enquanto a interrupção definitiva pode gerar prejuízos ainda maiores, sem retorno em geração de energia. Especialistas apontam que a indefinição prolongada aumenta o risco de desperdício de recursos e afeta o planejamento energético do país.




